segunda-feira, 6 de abril de 2009

in preciso

há proibições demais nas placas da vida
também tantos deve e é preciso
inscritos em letreiros quando olhamos para dentro
que raramente pisamos descalços
nos gramados de nossos sonhos


é proibido também divagar
assumir o devaneio pelo devaneio
é preciso viver?
o que diabos há de preciso
em qualquer arte?

6 comentários:

Eurico disse...

Pois é, Poeta. Nenhuma precisão, no terreno movediço da arte. Tiremos, sim, os sapatos e pisemos na grama dos nossos devaneios.

Abraço fraterno.

Gerusa Leal disse...

Quem sabe andando descalços dancemos a vida e ela nos abra um ou dois dos seus segredos, não é?
Obrigada pela visita e pelo comentário, Eurico.
Abraço

VCrisóstomo disse...

Belo, profundo e reflexivo poema, Gerusa, parabéns

Gerusa Leal disse...

Obrigada, Virgínia, pela visita e pelo comentário.
Beijos

No Silêncio das Montanhas a Linguagem dos Ventos disse...

Querida.que bom que me visitasse!

E e melhor,que gostou de passear por aqui!Obrigada viu?e volte sempre!
Sinto necessidade de que as pessoas venham,transitem,respirem e aspirem...um pouco das minhas sensações..e é exatamente como você retratou..misto e linha tênue entre dois extremos!

"o que diabos há de preciso
em qualquer arte?"

habitar os extremos?
As certezas ingênuas de nosso paraíso?
As provocações que enfim nos tornam humanos?
Minha arte é qualquer coisa de inabitável,reciclável,intransponível...
A única coisa certa na arte é o vento.As flores são consequências!

Abraços poéticos!
Flô

Gerusa Leal disse...

Abraços poéticos, Flô. Obrigada pela visita e pelos comentários. É sempre bom lhe encontrar.