sábado, 18 de abril de 2009

eterno

mais que sorriso silente
mais que ruidosa mudez

mais que paleta de tintas
ressacada, quebradiça
que o pincel endurecido
no ateliê deserto

mais que partir outra vez
dói a terrível certeza
do retorno sempre certo


do livro Versilêncios

7 comentários:

Eurico disse...

belíssmo poema, embora dorido.

abraçamigo.

Gerusa Leal disse...

Obrigada, Eurico, pela visita e pelo comentário.
Abraço

Eurico disse...

Vim agradecer o elogio. Mas tu sabes o quanto és grande, imensa. E já sou teu fã.
abraçamigo e fraterno.

samuca santos disse...

gerusa,
que bonito!
preciso de um destes pra publicar no bloguinho...
você tem meu emêiu, manda um...
abçs

Gerusa Leal disse...

Grata pela visita, pelo comentário e pelo pedido, Samuca. Uma honra para mim ter um poema no seu blog. Me aguarde, que envio, sim.
Abraço

Paulo Bentancur disse...

Poema a seco, cortante, sem os derramamentos quase comuns em 90% dos poetas em trânsito. Gerusa Leal atinge uma lírica sem distrações, visando o coração do nosso estremecimento. Poeta para se ler e reler. Sobretudo, reler.

Gerusa Leal disse...

Mais uma vez obrigada, Paulo, por palavras tão preciosas a quem persegue na escritura de um poema exatamente o que te chega. Não há melhor retorno.
Abraço e seja sempre bem-vindo, dizendo do que gostou e do que não gostou também, é claro...rs